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Liberdade, Defeitos e Preconceito

Man I was mean but I’m changing my scene… And I’m doing the best that I can…

As fotos parecem fora de contexto? Não são. Há algum tempo eu nunca as publicaria porque veria em mim inúmeros defeitos. Não me permitiria mostrá-los! Continuo vendo. Mas, e daí? Vou falar de liberdade. E expôr meus defeitos, em imagens ou palavras, é liberdade.

Vivo numa cidade que basicamente respira aparências. Muitos reclamam disso, mas não fazem nada para mudar. Acham que precisam se encaixar no status quo para ter seu espaço. Acontece que esse status só existe na cabeça de quem tem complexo de inferioridade. Sim, há uma aura de “busque a perfeição a qualquer preço” pairando sobre Criciúma. Como em toda a cidade relativamente pequena, os mais velhos ainda perguntam “de que família você é” quando são apresentados a você. Mas, e daí? Você tem uma família, responda oras. Se aquele que perguntou não a conhece, o problema não é seu! Há quem reclame disso, além de ter ojeriza às meninas que não saem de casa sem escova e três quilos de blush, que fazem bronzeamento artificial o ano todo, dos playboys e patys em geral. Deixam de frequentar lugares ou conhecer pessoas por causa de um preconceito bobo. A garota da bochecha rosa e cabelo loiro impecávelmente liso pode ser divertidíssima. O playboyzinho pode tocar Guitar Hero e ler Nietzsche. Vai saber?

De minha parte, acabei alternando a escravidão a essa vida de aparências com um ódio reprimido dela. Hoje, não mais. Já sei muito bem que posso sair despenteada, com a unha de quem parece que fez faxina por uma semana (só parece, thank God), com o shorts um pouco apertado na barriga. E assim, posso ir tanto na Casa Amarela quanto na boate mais badalada da cidade. Quem me impede? Os olhares de “como ela teve coragem”? Não! Eles não me impedem de nada. E, sinceramente, muitas vezes desarmamos esse olhar com um sorriso. Tente.

Não me larguei nas cordas, mas aos poucos fui descobrindo que a vida é tão mais do que estar com a barriga perfeitamente reta para encarar uma baladinha. Sim, eu já deixei de sair por estar… inchada!!! Já perdi festas por estar com a barriga inchada, dá pra acreditar? E, como eu, ainda há tantas meninas assim. Só não vou deixar de ir em lugares que elas estão, se assim eu quiser. A vida é minha, o corpo é meu e ninguém tem nada com isso. Ser guiada pelo conforto de estar com uma produ legal, mas que não me faz querer voltar para casa só por causa de bolhas nos pés é tão libertador!

Chega de colocar perfeição no lugar de diversão. E também chega de julgar quem usa ou deixa de usar roupas novas a cada festa. Podem não ser as pessoas que escolherei para ter sempre por perto, mas devo dar uma chance a elas. Assim como me dou a chance de não ser mais a garota meiga que acreditei que deveria ser.

É por isso que eu digo: is getting better all the time. And I love it!

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19 Comentários on “Liberdade, Defeitos e Preconceito”

  1. #1 Juliana Dacoregio
    on Nov 18th, 2010 at 14:20

    Liberdade, Defeitos e Preconceito http://is.gd/hlSY8 "Chega de colocar perfeição no lugar de diversão."

  2. #2 O pensador selvagem
    on Nov 18th, 2010 at 15:30

    OPS! > @JuDacoregio: Liberdade, defeitos e preconceito http://bit.ly/bHdwRL

  3. #3 Tati Lopatiuk
    on Nov 18th, 2010 at 22:38

    Este post vai muito de encontro ao que venho sentido, adorei! :)

  4. #4 Naná
    on Nov 19th, 2010 at 02:02

    E quando o preconceito quanto à aparência é da pessoa para com ela mesma? …

    Já sofri muito por não me aceitar,por me achar apenas inteligente,mas nada atraente.

    Hoje,depois de muita água ter rolado por debaixo do rio,eu aprendi aquele troço que eu li numa comunidade do orkut :
    ” EU SEJA LOUVADA!”

    OHIHOHIHOHIHOHIHO

    bjosss

  5. #5 Naná
    on Nov 19th, 2010 at 02:31

    ops! *debaixo da ponte.

  6. #6 Matheus
    on Nov 19th, 2010 at 16:55

    Joan Baez – Diamonds and Rust
    Não sei se conheces essa música… mas acredito ter tudo a ver com teu post “Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir plena”.
    É da Joan Baez. Ela fez para o Bob Dylan, que ligou para ela uns 10 anos depois de terem um romance sei la…porém ela era casada. Dê uma olhada na letra:

    I’ll be damned
    Here comes your ghost again
    But that’s not unusual
    It’s just that the moon is full
    And you happened to call
    And here I sit
    Hand on the telephone
    Hearing a voice I’d known
    A couple of light years ago
    Heading straight for a fall

    As I remember your eyes
    Were bluer than robin’s eggs
    My poetry was lousy you said
    Where are you calling from?
    A booth in the midwest
    Ten years ago
    I bought you some cufflinks
    You brought me something
    We both know what memories can bring
    They bring diamonds and rust

    Well you burst on the scene
    Already a legend
    The unwashed phenomenon
    The original vagabond
    You strayed into my arms
    And there you stayed
    Temporarily lost at sea
    The Madonna was yours for free
    Yes the girl on the half-shell
    Would keep you unharmed

    Now I see you standing
    With brown leaves falling around
    And snow in your hair
    Now you’re smiling out the window
    Of that crummy hotel
    Over Washington Square
    Our breath comes out white clouds
    Mingles and hangs in the air
    Speaking strictly for me
    We both could have died then and there

    Now you’re telling me
    You’re not nostalgic
    Then give me another word for it
    You who are so good with words
    And at keeping things vague
    Because I need some of that vagueness now
    It’s all come back too clearly
    Yes I loved you dearly
    And if you’re offering me diamonds and rust
    I’ve already paid

  7. #7 Indy
    on Nov 19th, 2010 at 23:55

    Oi Ju!

    Pois é,voltei do sub-solo do fundo do poço,estou bem agora.E sabe o que encontrei lá,carbono sobre alta pressão.Alcool me diz que vai ficar tudo bem até a proxima seleção natural.

    P.S:Fico muito feliz de estar linkada em seu novo blogue.

  8. #8 Cássia
    on Nov 20th, 2010 at 22:28

    Nossa, eu vivo isso.
    Parece que todos se acham psicólogos e ficam te analisando o tempo todo e tem sempre uma resposta sobre o que você é.
    Me acham inteligente, recatada, a garota promissora, tímida…
    Enfim, eu simplesmente odeio me misturar com ele, e as minhas coisas são muito bem feitas e não preciso ficar mostrando pra ninguém com quem eu ando ou deixo de andar.
    E acho que pelo fato de morar numa cidade gigante (RJ), dá sempre pra escapar de estar na presença de gente que não dá pra engolir.
    Só consegui encará-los de frente, e nem ligar pro que falam quando passei a me aceitar como sou.

  9. #9 Diângeli Soares
    on Nov 21st, 2010 at 04:41

    Muito inspirador! Fiquei até pensativa aqui.

  10. #10 Diângeli Soares
    on Nov 21st, 2010 at 04:42

    Muito inspirador! Fiquei até pensativa aqui. Parabéns!

  11. #11 mayra
    on Nov 21st, 2010 at 21:55

    Eu sou de uma cidade situada entre duas capitais (Goiânia e Brasília), um pouco maior que Criciúma e, olha, a mesmíssima coisa acontece aqui.
    Cê já ouviu falar das “meninas de Goiânia”? Todas de cabelo escovado, maquiagem, pernas mega-torneadas e barriga sequinha, saltos altíssimos e saias curtíssimas. Isso acaba refletindo nas cidades próximas e é parte da cultura [posso chamar assim, mesmo?] anapolina também.
    Morar em Brasília me fez ver o oposto da coisa e no início eu achava o maior absurdo do planeta alguém ir de havaianas a qualquer lugar.
    Daí veja o engraçado: em Anápolis eu sou largada. Em Brasília, arrumadinha. Ainda bem que, de verdade, não ligo muito pra isso.

  12. #12 judacoregio
    on Nov 22nd, 2010 at 19:18

    Pra variar nós duas passando pelas mesmas vibes. Será que somos tipo aquelas irmãs gêmeas, que uma sente o que a outra está sentindo?
    Fomos separadas na maternidade?
    Vidas passadas? Gente, tem que ver esse negócio aí!!!

  13. #13 judacoregio
    on Nov 22nd, 2010 at 19:23

    Sabe, acho que todo mundo tem preconceito quanto à própria aparência, todo mundo passa por esse período de “não-aceitação”. O problema é que muitos nunca superam. Eu já achei diversas vezes que tinha superado, mas voltava a me torturar com pequenos detalhes sobre mim mesma.
    Não quero mais isso. Não quero ser escrava do espelho, dos padrões de beleza ou de minha própria vaidade. E tenho lutado por isso.

  14. #14 Ricardo Chicuta
    on Nov 23rd, 2010 at 12:27

    Olha eu sendo eu mesmo em 3…2…1…
    Você é gostosa mesmo com a barriga inchada.
    Viu?Eu não tenho muita noção mesmo…deixa…
    Mas eu nunca te vi de barriga inchada né?Quando penso em barriga inchada lembro daqueles cearenses barrigudinhos.

  15. #15 judacoregio
    on Nov 24th, 2010 at 13:40

    Viu sim! Não a barriga assim ao vivo e a cores…. mas viu sim! :)

  16. #16 Liberdade, Defeitos e Preconceito : PavaBlog
    on Nov 27th, 2010 at 21:01

    [...] fonte: Paperback Writer Girl [...]

  17. #17 Helen Araujo
    on Nov 27th, 2010 at 22:52

    Texto maravilhoso! Liberdade é a moral da história =D

    Bju fia, Deus te abençõe e te mostre onde mais c pode ser livre. ^^

  18. #18 PetitGabi
    on Nov 28th, 2010 at 23:19

    Gostei disso: “Assim como me dou a chance de não ser mais a garota meiga que acreditei que deveria ser.”. Exatamente como me sinto! =) Bj

  19. #19 Ana Cláudia
    on Nov 29th, 2010 at 21:20

    Vc é linda de qualquer jeito!

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