Posso mentir, enganar, me defender
Mas meu mundo nunca aceita
Assumir sem perder
Quer amor, compaixão
Ser querido, ser razão
E como continuar cedendo
Para ganhar migalhas de um sorriso
Histórias mal contadas?
Posso agora me construir
E dizer que – “Eu não sei”?
Posso sorrir enquanto choro
e ser feliz antes da dor?
Porque sei que ela vem.
Ela sempre vem.
E a recebo de braços abertos.
Não sei por que,
não sei por quem
Ensinaram-me a ser assim?
Posso andar muitos quilômetros
e querer o que já não tem fim?
“Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto
Mas um terror antigo, que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono”
(Fernando Pessoa – sempre dizendo o que trago dentro de mim e ainda não sei expressar com tanta sofreguidão)






on Dec 28th, 2010 at 23:46
Num piscar de olhos já não sou mais o que pensei que poderia ser http://is.gd/jFlwN
on Dec 28th, 2010 at 23:46
Num piscar de olhos já não sou mais o que pensei que poderia ser http://is.gd/jFlwN
on Dec 30th, 2010 at 14:43
Adeus, ano novo!
on Apr 9th, 2011 at 11:49
superb post. Ne’er knew this, regards for letting me know.