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Chega de saudade do que poderia ter sido

Chega de ilusões de uma comemoração perfeita, idílica, em que eu correria na praia e deitaria na areia à luz do luar. Chega de sonhar com um milhão de amigos, como diz a canção. Um milhão? Nem dez!

Chega de tentar criar uma realidade inexistente e pouco provável, querendo materializar sonhos, cenas de filmes, risos e calmarias. Éramos personagens de algum livro de Fitzgerald, mas isso foi há séculos de milênios atrás.

Chega de lutar contra a dor. Lutar machuca e já tenho arranhões, mordidas e queimaduras o suficiente.

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4 Comentários on “Chega de saudade do que poderia ter sido”

  1. #1 Luciano Maciel
    on Sep 13th, 2012 at 14:57

    As incertezas desse mundo globalizado levam a humanidade a experimentar uma agonizante ansiedade faz com que o ser humano se sinta impotente diante de comportamentos liberais, tomadas de decisões e projetos de vidas. Podemos perceber essas incertezas do mundo material decorrente do sentido da existência do individuo se revelando pela consciência do outro que apresenta uma interpretação do mundo. A partir da relação de subjetividades passa a ocorrer uma modificação do ser em si de acordo com o para si. Ou seja, o em si do individuo entra numa desordem total, a representação do mundo fica desajustada, pois o para si cria uma realidade formando um ser singular. Desse modo, começamos a captar a natureza da realidade total… precisamente por que nos situamos no ponto de vista deste ser ideal para julgar o ser real. Apresentando constantemente a formação da consciência do ser que integra e desintegra na totalidade da realidade e nossa existência se comprometendo nela.

    Escrito por: Luciano (historiador, psicologo da educação e Filosofo Materialista Histórico e Dialético)

    referências: SARTRE e BAUMAN.

  2. #2 Luciano
    on Sep 13th, 2012 at 19:03

    Há duas músicas que quando escuto sinto saudades de algo que não sei explicar.
    E me causa uma sensação boa. Segue abaixo para quem quiser apreciar.
    Vale a pena experimentar!!!!!

    Jorge Drexler – Al Otro Lado Del Río

    Milton Nascimento – Caçador de Mim

  3. #3 Malthus
    on Sep 15th, 2012 at 10:29

    A exposição de nossa dor nos dá finalmente a noção que os outros sentem como nós. Talvez sejamos os belos e malditos, mas no meu caso/ocaso particular é o sol que se levanta. Mas ainda quero ver a vida no que ela tem de bonita, o sorriso de minha filha quando ela sempre vem me contar que tem um presente de brinquedo para me dar. Ao ver isso, pelo menos para mim, a dor começa a valer a pena

  4. #4 Bia
    on Sep 18th, 2012 at 17:50

    Sabe Ju, que tenho esse sentimento que é quase um alimento bucólico … saudade dos tempos que não vivi (tenho um poema com esse nome)
    Ao mesmo tempo que faço um exercício de matar todos os dias a dose de ilusão dessas ideias.
    No final de tudo.. sai um bocado de poesia , rsrs

    bjs

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